domingo, 19 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Assembléia com os Professores.
O movimento estudantil Comunicação Fora do Ar continua! Após reunião com a Reitoria ontem, hoje os discentes, docentes e coordenação do Colegiado se reuniram no Auditório Jorge Amado onde foram tomadas importantes decisões:
1. Foi aceita a proposta feita pela Reitoria de contratarmos uma empresa externa para realizar o serviço de estúdios e técnica para o curso. Lembramos que, essa medida é paliativa e emergencial, não abortando a luta pelo concurso para técnicos. A decisão foi feitas por votação, 47 votos a favor e 15 contra. Se estes técnicos virão à UESC ou os alunos irão à empresa ainda será definido (edital será elaborado pela Procuradoria Jurídica da Universidade, de acordo com as necessidades indicadas pelo Colegiado).
2. As disciplinas teóricas continuaram normalmente suas atividades.
Ressaltamos a importância da participação de todos os discentes nas assembléias, uma vez que ausentes não tem direito a voto nas decisões que vão definir o futuro do Curso e consequentemente de cada aluno. Alunos dos primeiros semestres: vocês serão os maiores beneficiados ou prejudicados com as decisões. Continuem participando massivamente!!
P.S.: A decisão de cancelar as treze disciplinas foi mantida, até que as negociações tenham um resultado positivo (serviço de técnicos seja contratado).
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Os últimos acontecimentos
Os estudantes do curso que se reuniram com Adeum voltaram de Salvador com soluções e esperanças de resolver o problema, mesmo que temporariamente. O secretário afirmou ser legal a abertura de uma licitação com caráter emergencial para a contratação de técnicos de estúdios comerciais, fora da UESC. Estes técnicos seriam deslocados e começariam a prestar serviços também na universidade.
Hoje, alunos e professores se reuniram com a vice-reitora, Adélia Pinheiro, para ajustar a questão e falar sobre a reunião na capital, porém, ninguém espera esta surpresa: a vice-reitora garantiu ser ilegal a medida orientada pelo secretário de educação e disse que a universidade só poderia fazer o contrário, contratar os estúdios mas sem a deslocação dos técnicos, ou seja, os alunos teriam que se deslocar da universidade para estes estúdios, o que, segundo os próprios professores, é absolutamente inviável.
O colegiado, então, com o apoio dos alunos, cancelou as disciplinas práticas do curso. Isto porque o conteúdo teórico necessário para que o conteúdo prático começasse hoje já foi todo transmitido. Agora o curso está diante de um empasse revoltante: a palavra de Adeum Sauer versus a palavra da reitoria. Isto porque o reitor da UESC, Joaquim Bastos, que agilizou tudo para que os estudantes se reunissem com Adeum Sauer, não de fez presente durante a reunião apesar de estar também no CAB (Centro Administrativo da Bahia) em Salvador. Só compareceu depois que o secretário já tinha se ausentado.
Na reunião de hoje à tarde o reitor também não se fez presente. Muitos professores manifestaram sua posição diante do problema. Foi questionado o porquê da reitoria não ter comunicado esta "solução" de contratar outros estúdios para o funcionamento normal do curso antes do início das aulas para que as devidas providências fossem tomadas. Adélia disse que a reitoria aguardava a aprovação do governo para realizar um concurso e que estava confiante de que a aprovação sairia a tempo. Porém, mesmo que o concurso fosse aprovado, devido aos procedimentos necessários para a execução do mesmo e contratação dos aprovados, os técnicos também não chegariam a tempo de cumprir com a carga horária das disciplinas.
Foi marcada para o dia 28 uma nova reunião dos alunos e professores com a reitoria. Foi solicitada a presença do reitor, porém, a vice-reitora disse que não poderia garantir que ele viesse afirmando que a agenda dele é muito imprevisível e que ele não podeira deixar de ir a uma reunião de emergência que fosse mais importante para se reunir com os alunos. Amanhã haverá uma assembléia às 14:00 horas dos alunos com os professores do curso para decidir quais providências tomar, que posição assumir de agora em diante.
O que mais revolta os estudantes é o descaso notável da reitoria para com os alunos demostrado várias vezes quando questionados sobre o por quê de não terem tomado uma providência quando a situação se mostrou extremamente grave deste novembro do ano passado. Na verdade, o problema existe desde 2007 e vem se arrastado até hoje, pois a reitoria só toma medidas emergenciais provisórias e em cima da hora, nunca uma medida definitiva. Além disso, existem informações fornecidas pela reitoria que são constantemente contrariadas, como, por exemplo, a impossibilidade de contratar os técnicos através do REDA, prática que é executada em outras universidades, como a UESB, que já está contratando os aprovados neste processo seletivo (http://www.uesb.br/ascom/ver_
Na verdade, as autoridades não tomam o partido dos estudantes. O que vimos nestes dias foi o reitor "passando a bola" para Adeum Sauer, e este devolvendo para a reitoria. Até para a contratação emergencial dos estúdios comerciais o colegiado necessitava de um documento enviado pela reitoria solicitando a contratação, no entanto, a vice-reitora afirmou que não enviou o documento porque julgou desnecessário uma vez que o colegiado sabia da situação. Mas como o colegiado assumiria uma contratação que deveria ser feita pela reitoria? São questões como esta que nos levam a lutar e pedimos o apoio da mídia nesta causa.
Agradecemos
domingo, 12 de abril de 2009
Curso de Comunicação da UESC pode parar por falta de técnicos
Segundo o reitor, a contratação de técnicos e funcionários é um problema generalizado dentro da instituição. “Não é só o curso de Comunicação que enfrenta esta dificuldade, e sim todos os laboratórios e estrutura administrativa”, diz Joaquim. No esclarecimento dado na reunião com os estudantes nesta tarde (7) o reitor explicou que o problema começou quando o Tribunal de Contas da União, em sua auditoria anual em 2008, considerou uma falta com a lei de responsabilidade fiscal as contratações temporárias.
Esta medida do TCU já havia sido informada há cinco anos, como uma norma que todas as instituições públicas e autarquias deveriam se preparar para cumprir. Impossibilitados de realizar contratações temporárias sobre os termos de inexigibilidade a universidade, segundo Joaquim, solicitou a contratação destes técnicos ao governo do estado da Bahia desde 2007 e até então não houve a autorização necessária do governo para iniciar o processo de abertura de editais e seleção. “A verba de um milhão e quinhentos já foi enviada para a secretaria de planejamento e eles já remanejaram para a secretaria de educação, impossibilitando o resgate deste dinheiro, mas a autorização final para a contratação ainda não saiu”, disse o reitor.
Durante a reunião Joaquim telefonou para o secretário de educação do estado, Adeum Sauer, e o colocou para falar diretamente com uma representante dos estudantes. A conversa resultou no agendamento de uma audiência para o dia quinze a fim de encontrar uma alternativa para não prejudicar mais de duzentos estudantes.
O colegiado do curso decidiu por unanimidade que o conteúdo teórico das matérias em risco já está em seu limite e deram até o dia dezesseis desse mês para que a situação se regularize, do contrário todas as treze matérias envolvidas serão canceladas. Os estudantes pedem o apoio da sociedade civil organizada, imprensa e promotoria pública para recorrer a uma contratação emergencial de técnicos e prometem permanecer mobilizados até obterem uma solução definitiva.

